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 PARANÁ | Greve de ônibus entra no terceiro dia em Curitiba, com apenas 40% da frota nas ruas

Por: Notícias Portal InterBuss / Portal InterBuss
No segundo dia de greve dos motoristas e cobradores de ônibus do transporte coletivo de Curitiba e Região Metropolitana, apenas 40% da frota circulou pelas ruas da capital paranaense nesta quinta-feira (16). Com menos veículos, alguns passageiros demoraram até duas horas para chegar ao trabalho.“Saí de casa às sete horas, mas só consegui pegar o ônibus às 9h”, conta outra usuária.
Nos terminais e pontos de ônibus, os usuários também tiveram que esperar para embarcar. “Já tem quase uma hora que estou esperando pelo ônibus. Hoje está difícil”, diz uma passageira. “Faz 40 minutos que estou esperando por um dos ônibus que pego, nenhum deles passou ainda”, relatou uma moradora.
Com filas grandes, o usuário precisou ter paciência. “Poucos ônibus disponíveis e os que têm estão cheios. Todo mundo está indo trabalhar. Demoramos uma hora e dez minutos para chegar no terminal do Guadalupe, como é que pode uma coisa dessas”, reclama uma passageira.
O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) informou que a categoria quer um reajuste salarial de 15%, mesmo percentual de aumento da passagem. Além disso, o sindicato alegou que a Urbs não foi transparente no reajuste do valor da tarifa antes da data-base.
O Sindimoc ainda declarou que ingressou com um mandado de segurança no Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT-PR) contra uma decisão liminar, de quarta-feira, determinando que 50% da frota circule nos horários de pico (das 5h às 9h e das 17h às 20h) e 40% nos demais períodos. A multa para o descumprimento é a de R$ 100 mil por hora. A categoria quer a redução do valor da multa e também questiona os percentuais estabelecidos como frota mínima nos horários normais e de pico.
Na opinião do Sindimoc, a multa estabelecida não é razoável, uma vez que é completamente incompatível com a capacidade financeira do sindicato e dos trabalhadores.
Por meio de nota, a Urbanização de Curitiba (Urbs) informou que o ajuste da tarifa ocorreu para recompor o Fundo de Urbanização que remunera o sistema de transporte público da cidade. Conforme a autarquia, o fundo não possuía recursos suficientes o que comprometia o pagamento dos salários dos trabalhadores. Além disso, segundo a Urbs, o ajuste da tarifa ainda considerou as despesas previstas ao longo do ano e investimento com renovação da frota.
Por fim, a Urbanização de Curitiba esclareceu que para a projeção de aumento salarial foi considerado o percentual do Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC).

Transporte alternativo
Durante a quarta-feira, a Urbs cadastrou carros particulares para fazer o transporte de passageiros. Apesar de o cadastramento ter terminado, os 870 veículos cadastrados podem fazer o transporte alternativo cobrando, no máximo, R$ 6 por pessoa, enquanto a greve durar. É proibido circular pelas canaletas.

• Com informações do G1 Paraná.


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