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 MINAS GERAIS | Juiz de Fora multa consórcios por falta de Wi-Fi em ônibus urbanos

Por: Notícias Portal InterBuss / Portal InterBuss
A Secretaria de Transporte e Trânsito (Settra) autuou os consórcios Via JF e Manchester de Transporte Coletivo, responsáveis pelo transporte coletivo de Juiz de Fora. Neste mês, 126 veículos foram identificados sem o serviço de wi-fi, uma exigência para as vencedoras da licitação.
De acordo com a Secretaria, foram emitidos 40 autos de infração e multa de cerca de R$ 156, por veículo. As empresas receberam um prazo para realizar a correção do defeito. E como o monitoramento é constante, elas podem ser multadas novamente, alertou o secretário Rodrigo Tortoriello.
Em nota, os Consórcios Integrados do Transporte Urbano de Juiz de Fora (Cinturb) informaram que cumpriram os requisitos e estão trabalhando junto com as empresas para a solução dos problemas detectados (Leia a íntegra da nota abaixo).
Falhas na conexão
O estudante Leandro Silva Barbosa não conseguiu usar a internet nos ônibus. “Da vez que precisei usar, não funcionou de maneira adequada. Fica lenta, a mensagem não chega até a pessoa”, disse.
Para aproveitar o tempo da viagem para atualizar as conversas, saber das notícias e as redes sociais, o estudantes Lucas Mateus nem sempre usa o wi-fi. “Eu já tentei varias vezes. Algumas não deu pra usar por falha da conexão mesmo, em outras deu normalmente. Não sei se é por causa do ônibus”, analisou.
Desde o dia 31 de dezembro de 2016, todas as empresas que venceram a licitação já deveriam ter se adequado. Pelo edital, são obrigadas a instalar e manter a internet via rede sem fio em funcionamento, para acesso gratuito, seguro e regular, sem interrupções injustificadas, com a quantidade mínima de 256 kbps por usuário, dentro da área de cobertura
Em cada coletivo, 25 pessoas podem conectar-se ao mesmo tempo. Cada usuário terá acesso ao serviço por, no máximo, 60 minutos de conexão diária. Os usuários serão desconectados automaticamente, em caso de inatividade, ou cinco segundos após o afastamento do ponto de transmissão do sinal. Conteúdos racistas, xenófobos, terroristas, pornográficos ou contra os direitos humanos sao bloqueados.
Mais de três meses depois do fim do prazo, a Secretaria identificou problemas. “A maioria dos casos foi de equipamento não instalado, teve também funcionamento ruim do equipamento, falta do chip 4g para fazer a comunicação de dados”, relatou o secretário de Transporte e Trânsito, Rodrigo Tortoriello.
O serviço é monitorado por técnicos da Settra. É possivel saber quantos usuários estão conectados, os horários de maior movimento e uso do sinal wi-fi em cada linha. São 639 roteadores, entre os que estão funcionando e os de reserva. No dia da gravação da matéria do MGTV, 14 roteadores estavam há mais de 24h sem funcionar e outros 47 estavam há mais de três dias sem internet.
O tempo máximo de conexão pode ser de 20 minutos numa viagem e de uma hora ao longo de todo o dia. Depois de monitorados, a fiscalização vai às empresas para cobrar explicações sobre a suspensão do serviço.
“Depende muito do local, do número de usuários e a instabilidade do sistema, do que pode estar acontecendo. Nós emitimos 40 autos de infração por algum motivo o equipamento não estava funcionando ou a empresa deixou de nos informar este fato”, disse o supervisor de Fiscalização de Transportes, Eduardo Coleta, sobre a fiscalização realizada na primeira semana de abril.
Em nota enviada ao G1, o Cinturb se posicionou sobre as reclamações dos passageiros e os problemas identificados pelo monitoramento da Secretaria de Transportes e Trânsito. Leia a íntegra:
“O Cinturb (Consórcios Integrados de Transporte Urbano) informa que cumpriu todas os requisitos para equipar a frota em condições de disponibilizar o wi-fi gratuito para os passageiros, como previu a licitação do setor.
Foi efetivada a compra e instalação de modens e roteadores, conforme determinado, e o Cinturb testou a capacidade de alcance das diversas operadoras e optou pela que tem melhor cobertura e qualidade de sinal. Da mesma forma, contratou empresa para operar o serviço de Hotspot (SemSenha), com experiência em outras cidades, além de Juiz de Fora.
O serviço de wi-fi gratuito em ônibus enfrenta problemas semelhantes com áreas de sombra e qualidade de sinal em todo o país. Os consórcios continuam empenhados em entregar aos usuários o melhor serviço possível e vai trabalhando junto aos parceiros à medida em que os problemas aparecem.”

• Com informações do G1 Zona da Mata MG.


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