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 CORDEIRÓPOLIS/SP | Operação Trem Bala prende 25 pessoas que roubavam cargas nos trilhos

Por: Notícias Portal InterBuss / Portal InterBuss

Com informações do G1 Campinas
Uma operação coordenada pela Polícia Civil de Cordeirópolis (SP), prendeu 25 pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha que roubava trens de carga nesta quarta-feira (7). Os trabalhos da investigação, batizada de “Trem bala”, começaram há oito meses, e cumprem 30 mandados de prisão e 28 de busca e apreensão em seis cidades da região.

Segundo a polícia, sete suspeitos de fazer parte da quadrilha que atua na malha ferroviária da região ainda estão foragidos. Os investigadores descobriram que o grupo é estruturado e que comete roubos, furtos, descarrilamento de trens e homicídio.

A operação aconteceu também em Campinas, Santa Gertrudes, Rio Claro, Ipeúna e Pradópolis. Ao todo, 120 policiais participam da ação.

Entre os presos há um aposentado de 59 anos, de Pradópolis, que foi detido na manhã desta quarta-feira, suspeito de integrar uma quadrilha envolvida no roubo. Pai e filho, que integrariam uma facção criminosa, foram presos em Campinas.

Durante os trabalhos de investigação, foram registradas imagens da ação dos criminosos, escutas telefônicas e flagrantes com prisões que ajudaram na identificação da quadrilha. A polícia descobriu que os suspeitos pulavam de pontes da região para acessar a parte de cima dos vagões dos trens e conseguiam saquear as cargas de grãos e outros produtos transportados.

Ainda segundo a investigação, integrantes do grupo recebiam a carga em outros pontos. Em alguns trechos, eram instalados bancos e água potável para que os criminosos pudessem descansar antes de receber a carga.

Em um dos casos, quando o alvo foi um vagão frigorífico, a empresa vítima teve prejuízo de R$ 1 milhão. Foram levadas 20 caixas de carne de 20 quilos, mas como o local foi aberto, toda a mercadoria foi perdida.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, William de Marchi, foram feitos 60 boletins de ocorrência de roubo a cargas de trens, somente em 2016. Ele ressaltou que nem todos os casos são registrados.
“Eles estavam bastante organizados. São dezenas e dezenas de indivíduos envolvidos nesse tipo de atividade. Eles vivem exclusivamente da subtração de produtos que passam nos trens”, afirmou o delegado.

Há menos de um ano, um dos vigilantes que fazia a cobertura de um dos trechos para inibir esse tipo de atividade foi morto e, mais recentemente, um outro vigilante foi baleado no braço.

“Durante as investigações foram apontados alguns comerciantes que trabalham com esse tipo de produto agropecuário e várias propriedades rurais em que os proprietários adquirem a mercadoria e diesel para usar nas máquinas. Então, toda essa carga, é rapidamente distribuída para revenda ou para uso nas propriedades rurais”, contou.

Os criminosos têm duas formas para furtar as cargas dos trens. Em uma delas, os suspeitos colocam pedras ou troncos de árvores nos trilhos e provocam o descarrilamento da locomotiva. Como o socorro demora várias horas porque vai com escolta armada, seguranças e mecânicos, os ladrões têm tempo para levar os materiais.

Em outro tipo de abordagem, os criminosos saltam de um pontilhão no trem em movimento, abrem os vagões por cima, organizam os sacos e no trecho onde há comparsas no chão vão jogando a carga.



 VEJAMAIS


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