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 MANAUS/AM | Plano de mobilidade urbana é criado por entidades do setor produtivo

Por: Redação / Portal InterBuss

Com informações de A Crítica

Foto: Winnetou Almeida / A Crítica

Priorizar as ações de infraestrutura para o transporte motorizado e não motorizado, bem como o transporte de cargas voltado ao Distrito Industrial, que tornem Manaus uma cidade mais humanizada e competitiva. Essa proposta faz parte das “Contribuições do Setor Produtivo para a Mobilidade Urbana de Manaus”, um documento elaborado sob a coordenação técnica das entidades do setor produtivo e entregue ao poder público municipal pelo Comitê Cidadão – uma coalizão da sociedade amazonense organizada em defesa dos direitos civis.

O Plano de Mobilidade Urbana de Manaus (PlanMob), concluído pela prefeitura há um ano e meio, mas até hoje não colocado em prática, não atende todas as áreas da cidade e tampouco é ambicioso, apontou um dos coordenadores do projeto do setor produtivo Augusto Rocha.

A maior crítica do documento elaborado pelo setor produtivo é que o projeto não considera que a capital amazonense é uma cidade industrial: ao contrário, restringe a movimentação de cargas pelas vias públicas, o que aumenta o custo e reduz a competitividade da indústria, prejudicando os novos investimentos.

As propostas

Dentre as propostas feitas no documento para o transporte de cargas e Distrito Industrial, levando em conta que grande parte das receitas de Manaus vem do Polo Industrial (PIM), estão: a criação de um anel viário com o propósito de reduzir o tempo de deslocamento nos extremos da cidade, tal qual adotado em diversas cidades do mundo; a permissão para trafegar nas vias com faixas exclusivas fora do horário de exclusividade para ônibus; e zonas de carga e descarga, rotas alternativas dos postos.

Para o transporte motorizado, o projeto contempla a implantação dos sistemas BRT (Bus Rapid Transit) e BRS (Bus Rapid System), conectando áreas de grande densidade populacional a polos geradores de viagem, como shoppings centers e aeroporto. No BRT, os ônibus do transporte público têm corredores exclusivos, já no BRS têm faixas exclusivas. No Centro, a proposta é a criação de VLP (veículo leve sobre pneus) e de uma rede aquaviária para auxiliar o transporte rodoviário.

Augusto Rocha ressalta que a quantidade de terminais de integração tem que ser maior, de forma que as pessoas possam utilizar o sistema de transporte como se fosse um metrô. “É preciso criar linhas coletoras que deixem as pessoas num determinado ponto e de lá seguir em outra. Não há necessidade de termos 35 linhas passando pela Constantino Nery. Desse jeito vamos desafogar o trânsito e diminuir o tempo de viagem”.

O plano “Contribuições do Setor Produtivo para a Mobilidade Urbana de Manaus” foi desenvolvido por engenheiros da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), Centro das Indústrias do Amazonas (Cieam), Federação da Agricultura do Amazonas (Faea), Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Manaus (Sinetram), Conselho Regional de Arquitetura (Crea-AM), além do Sinduscon-AM, CAU/AM, Corecon-AM, Cremam, Setcam, Comitê Cidadão, Sifretam, Câmara de Comércio e Indústria Nipo-Brasileira do Amazonas.

 



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