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 ESPÍRITO SANTO | Ciclovia em Cariacica é compartilhada até com pontos de ônibus

Por: Notícias Portal InterBuss / Portal InterBuss

Usuários da ciclovia localizada na rodovia José Sette, em Cariacica, precisam dividir o espaço com pedestres, praticantes de atividade física, hidrantes e até pontos de ônibus.

O uso desordenado da pista tem gerado reclamações de todos os lados.

O diretor de engenharia do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), Gustavo Perim, disse que é possível fazer adequações no espaço.

A ciclovia começa na Rodovia José Sete, em Alto Laje, Cariacica, e vai até Tucum. A obra começou em 2010 e tem 4.850 metros de extensão. Ela começou a ser entregue este ano, mas já recebe muitas reclamações.

Uma delas são os pontos de ônibus que ficam ao longo da ciclovia. Nos horários de pico, a pista destinada aos ciclistas fica ocupada por pedestres à espera do coletivo. Isso, porque a ciclovia também funciona como calçada, é usada por pedestres e tem até hidrantes no meio dela.

“Passo sempre por aqui. Tem algumas dificuldades, porque tem pessoas que ficam paradas em alguns horários para esperar o ônibus. Tenho que descer da bicicleta e passar pelo asfalto e depois continuar a viagem. É uma ciclovia, é para bicicletas, e as pessoas têm que ficar aqui, porque nao tem outro lugar para esperar o ônibus”, contou o ciclista André Luiz de Souza Portela.

Praticantes de corrida, os amigos Nelson Santos e Adilson Cunha também reclamam das condições de uso do espaço. “É muito difícil, porque tem que dividir o espaço com ciclista, com pedestre”, disse Nelson. “A gente tem que desviar os ciclistas, dos pontos de ônibus, então é difícil dividir esse espaço”, lamentou Adilson.

Para o jardineiro Leonardo Trancoso, a solução seria dividir o espaço entre pedestres e ciclistas, para que todos os usuários sejam atendidos. “As coisas têm que ser divididas, têm que ser bem feitas. Se tivesse um lado para eles e um lado para nós, tudo bem. Desse jeito está complicado”, disse.

Quem precisa esperar pelo ônibus na ciclovia, além de ter cuidado com os ciclistas que transitam pelo local, precisam aguardar debaixo do sol e da chuva, e em pé. Não há abrigo e nenhum tipo de proteção no local.

DER

O diretor de engenharia do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), Gustavo Perim, disse que a ciclovia foi construída no espaço disponível, e que aumentá-la implicaria em desapropriações. Mesmo assim, o diretor explicou que é possível fazer adequações.

“A gente fez uma adequação aquele espaço disponível. Para eu não implicar na vida de pessoas, ter que deslocar pessoas que moram naquela rodovia. Mas nada que a equipe técnica não possa ajustar, com sinalização, com deslocamento de ponto de ônibus, para a gente ajustar o convívio tanto do usuário, do ciclista, daquele que tá ali no ponto de ônibus”, disse.

O diretor ainda disse que um estudo de adequação da ciclovia já está em andamento.

“A gente se compromete a fazer esse estudo, a obra está em andamento, a gente vai adequar a isso. A gente vai ver as coisas que não estão funcionando. O prazo dela é para dezembro de 2018 para concluir, mas a gente sabe que tem problemas de algumas desapropriações. A obra está indo num ritmo bom para as dificuldades”, disse Perim.

• Com informações do G1 ES.



 VEJAMAIS


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