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 Presidente da Antaq afirma que hidrovias são essenciais para o Brasil

Por: Redação / Portal InterBuss

Com informações do jornal A Tribuna e Revista Portos e Navios
A Hidrovia Tietê-Paraná é ferramenta estratégica não só para o Brasil, como também para a integração dos países da América do Sul.

A opinião é do presidente da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Adalberto Tokarski.

Apesar de contar com grandes bacias hidrográficas, o Brasil pouco utiliza os rios para transporte de cargas e pessoas se comparado com países vizinhos como Paraguai, Argentina e Uruguai.

A Tietê-Paraná corta o coração da América do Sul. Parte do Centro-Oeste brasileiro e passa pela Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai, até desaguar no Oceano Atlântico.

No ano passado, 3,3 milhões de toneladas de mercadorias foram transportadas pela hidrovia.

Administrada pelo Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo (DH), a infraestrutura da hidrovia Tietê-Paraná integra as regiões produtoras de grãos, cana-de-açúcar e etanol do Oeste de São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul ao alto do Tietê.

São 1.653 quilômetros de vias navegáveis, interligando cinco estados brasileiros. Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo são cortados pela Tietê-Paraná.



A maioria das cargas que chegam ao cais santista são desembarcadas em Pederneiras (SP), e seguem até o Porto de Santos por trens.

O transporte hidroviário, de acordo com Tokarshi, é mais econômico do que o rodoviário, o mais difundido no País.

Durante o evento, promovido em conjunto pela Comissão de Viação de Transportes da Câmara e pela Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul), Tokarski, afirmou que o uso do modal hidroviário no Brasil é irrisório e se limita a poucos produtos.

Minério de Ferro e manganês respondem, por exemplo, por quase 90% das cargas transportadas na Hidrovia Paraguai-Paraná.

Segundo ele, o volume de cargas no trecho chegou a 7 milhões de toneladas em 2014, mas caiu para apenas 3 milhões de toneladas em 2016. Hoje, 9 em cada 10 embarcações que navegam na hidrovia têm bandeira paraguaia.

“Precisamos redefinir a política para as hidrovias para fomentar o uso desse tipo de transporte. É um caminho para o escoamento de grãos e outros produtos”, afirmou.



Foto: Carlos Nogueira/A Tribuna

Há dez anos, o Brasil contava com 500 embarcações que faziam transporte hidroviário. Hoje, apenas 51 estão registradas na Antaq. O número é ainda mais preocupante quando comparado com os países vizinhos, segundo o diretor da Antaq. Paraguai tem 1.910 embarcações hidroviárias, enquanto que a Argentina conta com 850, Uruguai, 298, e Bolívia, 333.

“A posição do Brasil incomoda. Entendemos que a hidrovia tem que ser um eixo de desenvolvimento dos países”, disse.

Torarski observou que o custo logístico é muito maior ao enviar um contêiner do Mato Grosso para a Argentina por meio do Porto de Santos, passando por rodovias, do que seria por transporte fluvial.

Para entender a dinâmica da Hidrovia Paraguai-Paraná, em fevereiro de 2015, foi firmado um acordo de cooperação técnica entre a Antaq e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) para a elaboração de um estudo.

Entre os objetivos do trabalho, foram colocados fomentar o uso e o desenvolvimento da hidrovia e constituir uma base de dados para o desenvolvimento de estudos de eixos estratégicos de viabilidade. (Com informações da Agência Câmara)



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