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 RIO DE JANEIRO | Polícia encontra irregularidades em 74 ônibus urbanos

Por: Notícias Portal InterBuss / Portal InterBuss

Depois de dois dias de prisões de representantes do setor de transportes, a Polícia Civil realizou uma operação na manhã desta terça-feira (4) para verificar as condições dos ônibus que circulam pelo Rio e Grande Rio. Os agentes encontraram irregularidades em 74 ônibus, segundo o delegado da Delegacia do Consumidor (Decon). Peritos Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) e agentes de pelo menos duas delegacias estiveram na garagem da Viação São Silvestre para conferir se os veículos têm condições de circular e fazer o transporte de passageiros.

De acordo com o delegado Ricardo Barbosa, titular da Decon, alguns problemas já foram encontrados, como problemas de acessibilidade, no estado do veículo e problemas nos pneus.

De acordo com informações do Bom Dia Brasil, nenhum ônibus chegou a sair da garagem da empresa, no Santo Cristo, região central do Rio. Investigadores dizem que os ônibus da viação não possuem a licença anual do Detran porque não fizeram a vistoria obrigatória e também não tem os documentos exigidos pela Secretaria Municipal de Transportes para rodar. A São Silvestre é responsável por, pelo menos, 20 linhas de ônibus que fazem o trajeto entre o Centro e a Zona Sul.

A investigação, que acontece há pelo menos dois meses, de acordo com Barbosa, não está diretamente vinculada à Operação Ponto Final, da Polícia Federal, que aconteceu na segunda-feira (3) e prendeu parte da cúpula do transporte rodoviário do RJ, mas ele acredita que o tema de ambas as ações fazem parte do mesmo âmbito, apesar do foco diferente.

“São situações distintas, mas que podem se cruzar. Nossa investigação acontece desde antes da ação da Polícia Federal. Essa ação visa a prestação de serviços de maneira adequada, com foco no consumidor”, esclareceu o delegado Ricardo Barbosa ao G1.

Agentes da Delegacia de Serviços Delegados (DDSD) também participam da ação. O delegado titular da DDSD, Pablo Sartori, explicou que , com a São Silvestre, já são seis as empresas de ônibus vistoriadas.

“Recebemos há alguns meses um pedido do Ministério Público para fiscalizarmos as empresas de ônibus e, diante disso, começamos a ação indo a uma empresa por semana”, explicou o delegado.

Ao fim da vistoria, um perito emitirá um laudo sobre o que foi encontrado e o delegado fará um relatório final, que será devolvido ao Ministério Público.

“Da frota da São Silvestre, 74 ônibus foram analisados como sem condições de circulação e foram retirados pela empresa. Isso traduz em uma quantidade de ônibus menor nas ruas e veículos mais cheios para a população”, destacou o delegado Ricardo Barbosa.

Em nota, a Viação São Silvestre informou que nenhum ônibus da empresa foi lacrado ou apreendido durante a ação da Polícia Civil. A empresa reforçou que a frota circula normalmente, sem prejuízo aos passageiros.

Mais de 30 mil reclamações

A prefeitura do Rio recebeu mais de 30 mil reclamações de usuários de ônibus do município em 2016. Este valor atinge uma média de 83 por dia. Além disso, os preços das passagens na cidade e no estado aumentaram mais de 50% nos últimos sete anos.

Em 2017, de janeiro a maio, já foram quase 8 mil denúncias de passageiros insatisfeitos. Entre as principais reclamações, estão a má conservação, a falta de ônibus e problemas com ar-condicionado.

Operação Ponto Final

O procurador da República, Eduardo El Hage, definiu o esquema que levou à prisão de parte da cúpula dos transportes públicos pela Polícia Federal e Ministério Público Federal no domingo (2) e na segunda-feira (3) como um dos mais antigos esquemas de corrupção no Estado do Rio. Para o MPF, o ex-governador Sérgio Cabral é um dos líderes da quadrilha.

Foi por meio de colaboração premiada do doleiro Álvaro José Galliez Novis que os procuradores desfiaram como funcionava o esquema criminoso que, segundo o MPF, era capitaneado pelo ex-governador Sérgio Cabral. Resumindo, Novis contou aos procuradores que ia nas sedes de empresas de ônibus buscar dinheiro que, então, era repassado a políticos.

O doleiro, apontado como operador financeiro da organização criminosa, contou na colaboração ter sido contratado pelo presidente do conselho administrativo da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) – entidade sindical das empresas de ônibus – para recolher regularmente dinheiro nas instituições.

• Com informações do G1 Rio de Janeiro.



 VEJAMAIS


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