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 SÃO PAULO | Ônibus poderão entrar em greve novamente em Sorocaba a partir de quinta

Por: Notícias Portal InterBuss / Portal InterBuss

Os ônibus do transporte coletivo podem voltar a parar em Sorocaba. O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Sorocaba e Região não aceitou a nova proposta de reajuste salarial, apresentada pela Prefeitura, para tentar acabar com a greve da categoria. O encontro ocorreu na tarde de terça-feira (18), no Paço Municipal. Nesta quarta (19), o sindicato fará, em sua sede, assembleias às 10h e 18h para definir os encaminhamentos da mobilização. Caso alguma outra proposta não surja, os motoristas devem parar novamente a partir da madrugada de amanhã (20).

A Prefeitura ofereceu aos trabalhadores 1,57% – além dos 4% de reposição da inflação – assim como os motoristas pediam. Porém, a proposta não foi apresentada como incorporação salarial, mas sim como uma antecipação. O valor a mais seria pago aos trabalhadores de setembro de 2017 até maio de 2018 — data-base da categoria.

Nesta data, essa porcentagem seria descontada do aumento futuro a ser negociado no ano que vem. “Significa uma antecipação. A concessão deste valor custará R$ 986 mil. O que parece ser pouco, é quase R$ 1 milhão para o sistema ao longo de 11 meses”, comentou Wilson Unterkircher Filho, o Cuca, secretário de Mobilidade e Acessibilidade e presidente da Urbes – Trânsito e Transportes.

Segundo ele, não é possível a incorporação salarial, pois os recursos financeiros para isso serão os valores que a Câmara Municipal pretende devolver ao Paço, antecipadamente, para tentar solucionar o impasse. “Mas esse valor só virá este ano.” Na semana passada, após os vereadores assumirem uma intermediação para tentar resolver o impasse da greve, o presidente da Câmara, Rodrigo Manga (DEM), ofereceu ao Executivo a possibilidade de antecipação da devolução de R$ 3 milhões em recursos para a Prefeitura, para que o dinheiro fosse aplicado no subsídio ao transporte coletivo.

Além da antecipação de 1,57%, a Prefeitura propôs aos trabalhadores o ticket-refeição em R$ 21 — valor pedido pela categoria — e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) congelados em R$ 1,5 mil, enquanto os trabalhadores pleiteavam R$ 1,6 mil. “Nós estamos tentando caminhar. Mas tem um limite do caminho que nós chegamos a ele. Se o sindicato entender que não é passível de atender, teremos que aguardar a definição do Tribunal Regional do Trabalho. E arrisco a dizer que só vem 4%”, disse Cuca.

Ajuda dos vereadores

O presidente do sindicato, Paulo Estausia disse que, na prática, a proposta seria como se os trabalhadores tivessem que devolver o valor a mais no futuro. “Numa situação hipotética de termos, no ano que vem, 1,57% de inflação, ficaríamos sem reajuste na data-base. Isso não resolve o problema”. Ele disse que o sindicato vai novamente recorrer à Câmara Municipal, para que os vereadores auxiliem nas negociações. “Vamos debater, uma vez que o Executivo está deixando a população à mercê de uma situação bastante grave. Imaginamos que a Câmara tomará providências, assim como já tomou, oferecendo recursos. Existem saídas, basta ter um esforço.” Estausia disse que o sindicato já posicionou sua negativa à proposta, durante a reunião, mas as condições serão votadas nas assembleias de hoje.

• Com informações do jornal Cruzeiro do Sul.



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