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 Especial de Domingo | Obras do BRT começam pelo traçado do antigo VLT. Saiba o que vai mudar no transporte campineiro

Por: Notícias Portal InterBuss / Portal InterBuss

A prefeitura de Campinas anunciou na semana passada que as obras do sistema BRT tiveram início com a demolição das antigas estações do VLT no traçado do futuro Corredor Perimetral. O traçado é bastante antigo e pertencia à Estrada de Ferro Sorocabana. Após a sua incorporação à Fepasa (Ferrovias Paulistas S/A) em 1971, essa linha foi usada por mais algum tempo até ser definitivamente desativada. No final dos anos 80 o trajeto entre a Estação Central e a Vila Teixeira foi reformulado para receber o pré-metrô, também conhecido como VLT, o Veículo Leve sobre Trilhos. Nos anos seguintes o traçado foi estendido até à Vila Rica, onde terminou.

Os moradores da invasão Joana D’Arc, que serão removidos.

Desde a desativação do VLT em 1995 todo o trajeto acabou sendo vandalizado e virou dormitório para algumas famílias que se aproveitaram das edificações abandonadas. Os trilhos acabaram sendo doados para o sistema ferroviário de Maceió e os postes por onde passavam a rede aérea de energia elétrica foram sendo depredados aos poucos. Os fios de cobre foram os primeiros a serem furtados e logo depois outras peças também foram sendo retiradas indevidamente. A antiga Estação Barão de Itapura virou um depósito de materiais recicláveis e a antiga Estação Vila Rica também, além de manter um “pedaço” da Administração Regional local. Já na antiga Estação Jardim Aurélia tem uma família morando na casa de força. Há famílias morando também em outros trechos e terão que ser removidas para que haja a passagem do Corredor BRT.

O canteiro de obras já foi implantado.

O QUE É O BRT?
Para quem não conhece, BRT é a sigla para Bus Rapid Transit, ou Ônibus de Trânsito Rápido. Criado nos anos 70 pelo urbanista Jaime Lerner para a cidade de Curitiba, o sistema consiste em vias exclusivas para a circulação de ônibus articulados e biarticulados, embarques em estações pré-determinadas com pagamento de tarifa fora do veículo, terminais de integração e priorização da circulação dos ônibus. O BRT também contempla a criação de três tipos de linhas básicas: a expressa (que pára apenas nos pontos iniciais e finais, seguindo direto sem parar em nenhum ponto), a semi-expressa (que pára apenas nos pontos de maior movimento ao longo do trajeto) e a paradora (que pára em todos os pontos do trajeto).

Sistema BRT de Bogotá, na Colômbia: faixa central exclusiva para ônibus, avenidas largas nas laterais e estações ao centro.

No extremo de cada linha saem as linhas alimentadoras ou coletoras, que vão para os bairros coletar os passageiros e levam-os até os terminais de onde saem as linhas para os terminais do Centro. Em Campinas o Corredor da Avenida das Amoreiras faz mais ou menos isso, porém terá o traçado modernizado para agilizar os deslocamentos. Os cruzamentos diretos deverão ser substituídos por viadutos ou semáforos com priorização para os ônibus. Espera-se que os trajeto fiquem 30% mais rápidos.

Ônibus faz embarque e desembarque em estação do BRT de Bogotá.

O CORREDOR PERIMETRAL
O antigo trajeto do VLT vai receber o Corredor Perimetral, o primeiro a ficar pronto de acordo com a programação da Prefeitura de Campinas. Os ônibus que saem do Corredor Ouro Verde deverão entrar por ele na Vila Rica, onde será construído um viaduto de acesso, e sairão atrás do antigo Hospital Coração de Jesus, onde fica a antiga Estação Barão de Itapura do VLT. Já os ônibus que saem do Corredor Campo Grande entrarão na via perimetral através de um viaduto que será construído na Vila Teixeira. É possível também que haja alguma linha que faça exclusivamente o trajeto do Corredor Perimetral, repetindo o que o VLT fazia.

Estações do antigo VLT já estão sendo demolidas. A primeira foi a da Vila Teixeira.

As antigas estações do VLT não serão reaproveitadas e já estão sendo demolidas. Os postes já foram retirados e a via foi toda limpa, já que estava cheia de mato e pedras da antiga linha de ferro. Ainda não ficou claro se as estações do BRT serão no mesmo lugar onde estavam as do VLT, mas provavelmente se não forem, serão próximas. Será um trajeto fácil para ser trabalhado já que os viadutos construídos pela Fepasa nos anos 90 estão em ótimo estado e fazem um caminho bastante interessante. Será apenas asfaltar, iluminar e montar as estações. O grande desafio ficará por conta da remoção dos moradores irregularidades no trajeto. A prefeitura diz ter acordo, mas até o momento a maioria deles continuam no mesmo local.

O traçado.

Espera-se que todo esse dinheiro gasto nessa obra não seja em vão, e que traga grandes benefícios à população.



 VEJAMAIS


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