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 SÃO PAULO | Prefeitura estuda trem sem condutor na região central

Por: Redação / Portal InterBuss

A Prefeitura de São Paulo mantém conversas com a chinesa CRRC para a doação de trens elétricos autônomos que poderão ser usados nas duas novas linhas circulares de transporte previstas no projeto Centro Novo.

De acordo com o diretor da São Paulo Urbanismo, Leonardo Amaral Castro, a Prefeitura ainda não decidiu qual será o modal a ser adotado nas linhas circulares do centro.

Inicialmente, o projeto criado pelo escritório do arquiteto Jaime Lerner previa a implementação de um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), que depois foi alterada para um VLP (Veículo Leve sobre Pneus).




“Essas ideias não estão descartadas, mas entendemos, até pela necessidade de botar a mão na massa, que o timing de viabilização de investimentos dessa monta seria um timing de mais longo prazo. Não teríamos, em dois anos, um VLT funcionando aqui”, disse.

Assim, o poder municipal começou a estudar uma proposta feita pela CRRC de um ART (Autonomous Rapid Transit), que é um misto de VLT com BRT (Bus Rapid Transit).

Na prática, trata-se de uma carcaça de trem que anda sobre pneus e se orienta por um trilho virtual.

“É uma tinta específica pintada no chão, e ele tem um leitor óptico e vai se dirigindo em função desse traçado. Eles estão prototipando esse veículo e, agora em novembro, começa a rodar numa das cidades da China. Também é um investimento alto”, afirma o diretor da São Paulo Urbanismo.

Castro fez questão de ressaltar, repetidas vezes, que o tipo de veículo a ser adotado ainda está em discussão, mas deu a entender que o ART é uma das opções mais viáveis.

“O fabricante chinês está disposto a fazer uma doação para ver o material rodante dele numa cidade da América Latina, na maior cidade do hemisfério sul. Comercialmente, é interessante para ele”, disse Castro, que já foi secretário de desenvolvimento urbano de Belo Horizonte (MG).

A escolha do modal mais adequado e criação das novas linhas circulares – que farão a conexão entre os principais equipamentos e marcos referenciais de São Paulo – ainda não têm data para ocorrer.

No entanto, na coletiva de imprensa de lançamento do Cento Novo, o prefeito João Doria definiu 2020 como data limite.




As novas linhas circulares, disse Castro, acarretarão na descontinuidade das linhas de ônibus tradicionais do Centro, uma vez que serão integradas com outros meios de transporte, resultando no desafogamento do trânsito nas vias da região.

“Neste momento, para fazer o piloto estamos considerando utilizar um ônibus mais moderno. O headway [intervalo entre os trens] deve ser de 5, 6 minutos e por isso vai demandar um número pequeno de veículos. Estamos amadurecendo isso para uma solução que consigamos implementar bem rápido”.

“A revitalização tem que ser entendida não apenas como um projeto urbanístico, e portanto, de modificação na configuração arquitetônica e urbanística do Centro, mas principalmente como um projeto de grande repercussão econômica e funcional da cidade. São Paulo ainda é muito dependente da área central”, comentou o coordenador do Núcleo de Estudos Urbanos do Conselho de Política Urbana da ACSP, Josef Barat.



 VEJAMAIS


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