Motoristas e cobradores de São Carlos paralisam transporte público por falta de condições e salários

Motoristas e cobradores de São Carlos paralisam transporte público por falta de condições e salários

21/02/2018 0 Por Notícias Portal InterBuss

• Com informações do G1 São Carlos.

Motoristas e cobradores de São Carlos (SP) aderiram à paralisação no transporte público. Apenas 30% da frota estiveram nas ruas nesta terça-feira (20). A falta de pagamento de rescisões trabalhistas de ex-funcionários e as más condições de trabalho são algumas das justificativas apontadas pelo Sindicato dos Empregados de Transporte.

Durante a madrugada, sindicalistas já estavam na porta empresa Suzantur, que está sob intervenção da prefeitura desde o mês passado, para preparar a mobilização. Houve uma manifestação pacífica dos funcionários no local.

A decisão pela paralisação foi aprovada em uma assembleia realizada na noite de segunda-feira (19), mas para que o movimento ganhasse adesão de 100%, o sindicato necessitava que os trabalhadores do turno da manhã também aprovassem a greve.

Os ônibus deveriam sair da garagem às 4h30 da madrugada, mas os primeiros coletivos a deixar o local começaram a sair por volta das 7h. Os 30% da frota representam 25 veículos, mas apenas 21 foram para as ruas.

Quebra de acordo

Segundo o sindicato, um dos motivos para a greve é o atraso no pagamento da rescisão trabalhista de 130 ex-funcionários. O prazo acordado venceu na última sexta-feira (16). A prefeitura alegou que teve problemas com o banco e que pagaria na segunda-feira, o que não ocorreu, segundo o sindicato.

Outro motivo para a greve é a falta de segurança. Na manhã de segunda-feira (19), pelo menos oito ônibus foram parados pelos moradores do Bairro Cidade Aracy.

Revoltados com a qualidade do serviço de transporte público prestado, a superlotação diária e os constantes atrasos das linhas, populares impediram os veículos de seguir viagem.

Após a manifestação, cerca de 30 pessoas foram até a prefeitura e questionaram o prefeito Airton Garcia (PSB), que disse que o problema é antigo e a licitação para escolher a empresa que irá operar em definitivo na cidade só será realizada em 7 de março.

“É uma guerra! Se eu concordar com as empresas de cobrar R$ 4,30 e dar para elas R$ 1 milhão por mês, acalma tudo. Mas eu não acho que é uma atitude justa, eu acho errado. Então eu estou nessa luta olhando o lado da população”, afirmou.