Bebê encontrado em ponto de ônibus no DF morre em hospital de Brasília

Bebê encontrado em ponto de ônibus no DF morre em hospital de Brasília

13/04/2018 0 Por Notícias Portal InterBuss

• Com informações do G1 DF.




Morreu na noite desta quarta-feira (11) o recém-nascido encontrado na madrugada do último domingo (8) em uma parada de ônibus no Riacho Fundo I, no Distrito Federal. O menino nasceu prematuro e, após o resgate, foi apelidado de “Lucas Guerreiro” pelos médicos.

A morte foi confirmada ao G1 pelo chefe da 19ª Delegacia de Polícia (Riacho Fundo), Amarildo Fernandes. Segundo ele, até esta quinta, a Polícia Civil ainda tentava identificar a família da criança. Imagens de câmeras de segurança foram recolhidas, em busca de dados sobre o veículo usado na fuga.

Segundo a direção do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), o recém-nascido morreu na UTI neonatal da unidade, “devido às complicações inerentes a um bebê prematuro”.

Na segunda (9), a pasta chegou a informar que o bebê passava bem. Naquele momento, o caso era acompanhado pela equipe da Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais do Hmib.

Segundo a Secretaria de Saúde, a criança nasceu com cerca de 34 semanas de gestação – o mínimo ideal são 38 semanas. O bebê estava em uma caixa de papelão, ainda com o cordão umbilical preso ao corpo. Um segurança, que estava indo para o trabalho, escutou o choro e encontrou o bebê.

Abandono de incapaz

A Polícia Civil segue investigando o caso. O abandono de uma criança é considerado crime, mas há formas legais que permitem às mães entregarem os filhos à adoção. A possibilidade legal está prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, artigo 13, parágrafo único).

O abandono de incapaz é previsto no Código Penal, e a pena varia de acordo com as circunstâncias do caso. Se a vítima não sofre sequelas, por exemplo, a pena varia de 6 meses a 3 anos. No caso de morte, a punição pode chegar a 12 anos.

A pena pode ser aumentada em um terço, ainda, se o abandono acontece em local deserto, ou se o autor é parente ou responsável pela vítima.