Incêndio em ônibus aconteceu dentro de garagem e pátio da Ciretran de Olímpia

Incêndio em ônibus aconteceu dentro de garagem e pátio da Ciretran de Olímpia

19/07/2018 0 Por Notícias Portal InterBuss

• Com informações do G1 SJRP e Araçatuba.




O motorista de um dos ônibus incendiados por vândalos na madrugada desta quarta-feira (18) em Olímpia (SP) não se conforma com o que aconteceu. O veículo estava estacionado na rua no bairro Harmonia, próximo de onde ele mora. Outros veículos também foram incendiados.

“É ridículo o que aconteceu, o ônibus é o pão nosso de cada dia e quem sofre com o prejuízo agora é a gente, prejuízo é nosso mesmo”, afirma Carlos Alexandre de Souza.

Carlos disse que tinha acabado de chegar em casa, quando os vizinhos gritaram do portão da casa dele falando que o ônibus estava pegando fogo. Ele trabalha na empresa que presta serviço de transporte para trabalhadores a usinas na região e faz este serviço há um ano e oito meses.

“Tentei entrar no ônibus para apagar com um extintor e não consegui. O fogo se alastrou rápido demais e só deu para chamar os bombeiros”, afirma. O ônibus ficava estacionado ao lado de uma praça.

Além deste ônibus, outros 14 foram incendiados dentro do pátio de uma empresa e outros nove carros foram queimados no pátio da Ciretran da cidade.

Os ônibus estavam estacionados na garagem da empresa de transportes que fica em uma área industrial da cidade. No alambrado que cerca a pátio foi encontrado um buraco por onde os vândalos podem ter passado para atear fogo nos veículos. Segundo a empresa, os ônibus eram usados no transporte rural e intermunicipal.

Já no pátio da Ciretran, o vigia disse que ouviu um barulho e em seguida o fogo começou. As chamas se alastraram e os bombeiros tentaram conter o incêndio. Os veículos queimados tinham sido recolhidos pela polícia em fiscalizações por irregularidades administrativas e iriam a leilão. No total sete carros, dois caminhões e uma carretinha foram queimados.

A Prodem (Progresso e Desenvolvimento Municipal), empresa responsável pelo departamento de trânsito e transporte da cidade, disse que vai suspender as linhas urbanas a partir das 18h30 desta quarta-feira (18).

Em nota, disse que “a medida preventiva se faz necessária para garantir a segurança dos usuários e motoristas. O serviço deverá voltar a operar normalmente na manhã de quinta-feira (19).”

Suspeita do crime

A polícia trabalha com a suspeita de que os atos de vandalismo tenham sido provocados por causa da morte de um rapaz em uma boate em Olímpia no domingo (15). Everson Luís Nunes foi morto com um tiro por um policial militar.

“A Polícia Militar tem o setor de inteligência e monitora os acontecimentos e trabalha para antecipar os fatos. É uma hipótese que a gente trabalha porque os atos começaram após o enterro do rapaz. Infelizmente os atos, sem ter um comando, não permitem que tenhamos pleno conhecimento do que se quer. A gente não tem como afirmar que é isso, mas investigamos”, afirma o capitão Alessandro Righetti, da Polícia Militar.

A polícia afirma que deteve uma pessoa por incitar pessoas a praticar vandalismo e por desacato, mas ele foi ouvido e liberado. Outro suspeito foi preso, por tráfico de drogas, mas a polícia suspeita que ele também estava nas ações.

Morte em boate

Everson Luís Nunes Pereira foi enterrado nesta terça-feira em Olímpia. O eletricista foi morto com um tiro por um da PM da capital. Conforme o boletim de ocorrência, eles teriam se envolvido em uma confusão no domingo, em uma casa noturna.

No B.O. consta que o PM estava com a esposa na balada quando ele se identificou como policial para o segurança. O oficial relatou que, a partir de um momento, alguns indivíduos, ao verem que ele era policial, começaram a agredi-lo e jogar cerveja nele.

Ao ver que um dos homens tentou pegar o revólver de sua cintura ele segurou a arma e “houve um disparo”, segundo consta no BO. Um homem foi atingido e chegou a ser socorrido, mas não resistiu. No relato do policial também há a informação que a mulher dele chegou a ser agredida.

Já o irmão da vítima, Carlos Henrique Nunes Pereira, contou outra versão à reportagem da TV TEM. O rapaz, que também estava no local, afirmou que houve um esbarrão na mulher do policial. O casal foi tirar satisfação e a mulher acabou jogando bebida no grupo, dando origem a um tumulto. No meio da confusão o policial sacou a arma e disparou.

Após a ocorrência, o policial foi encaminhado à delegacia e prestou esclarecimentos, alegando que agiu em legítima defesa. A Polícia Civil abriu inquérito para apurar o caso e vai ouvir os envolvidos.