Rumo alerta para ocorrências causadas por imprudência de motoristas

Rumo alerta para ocorrências causadas por imprudência de motoristas

06/08/2018 0 Por Redação

Pare, olhe e escute.

A mensagem simples e direta é a principal forma de respeitar a leis estabelecidas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e eliminar os riscos de abalroamento entre trem e veículo em cruzamento rodoferroviário.

Apesar de ser uma infração gravíssima, a prática não é comumente adotada por motoristas.

Neste sentido, a Rumo, maior operadora de ferrovias do país, vem reforçando campanhas de segurança para orientar a população.

Entre as atividades praticadas, a Companhia desenvolve, com o apoio de secretarias municipais, oficinas educativas em escolas para difundir informações sobre os cuidados com o trem.

Por meio de atividades lúdicas, que envolvem jogos e dinâmicas de grupo, a empresa orientou em 2017 mais de 3 mil alunos de 30 municípios atravessados pela ferrovia.

Práticas que se estende também à população: mais de 4 mil pessoas foram contempladas em mutirões e blitz educativas.

As ações focadas na segurança visam reverter um quadro preocupante.

Enquanto a Rumo conseguiu reduzir em cerca de 45% o número de ocorrências operacionais de sua responsabilidade, o número de acidentes causados por terceiros aumentou 11% em situações que envolvem abalroamento, atropelamento e vandalismo contra a linha férrea, locomotivas e vagões.

Para mitigar esses números, a Rumo também tem recorrido à justiça como uma medida socioeducativa para conscientizar os infratores.

Neste ano, uma empresa de transporte de passageiros foi condenada a pagar uma indenização de R$ 31,8 mil por ocasionar um abalroamento em uma passagem em nível no município de Pinhais, no Paraná.

Na análise do caso, a juíza constatou que o motorista do ônibus agiu de forma imprudente, assumindo o risco de causar a colisão, considerando que o local era devidamente sinalizado e que o trajeto era percorrido diariamente pelo condutor.

Na sentença foi considerado o artigo 212 do Código de Trânsito Brasileiro, que estabelece como infração gravíssima “Deixar de parar o veículo antes de transpor a linha férrea”.

Por esse ato, a empresa foi enquadrada em dois artigos do Código Civil.

O artigo 186 que diz “aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar danos a outrem” e o artigo 927 que estabelece a obrigatoriedade em reparar o prejuízo causado.