Estação de ônibus urbano em Ribeirão Preto deverá ser entregue com quase 4 anos de atraso

Estação de ônibus urbano em Ribeirão Preto deverá ser entregue com quase 4 anos de atraso

04/09/2018 0 Por Notícias Portal InterBuss

• Com informações do G1 Ribeirão Preto.

Três anos e nove meses depois do prazo previsto e três vezes mais caras que o orçamento inicial, as plataformas de ônibus urbano na Praça das Bandeiras, no Centro de Ribeirão Preto (SP), devem começar a funcionar nesta sexta-feira (7).

A estação atenderá 17 mil passageiros por dia, segundo a Prefeitura e o consórcio Pró-Urbano, que reúne as empresas permissionárias do transporte público e foi responsável pela construção – uma das melhorias firmadas no contrato de 20 anos de concessão, assinado em 2012.

Orçada em R$ 1,2 milhão, a obra acabou custando cerca de R$ 3,9 milhões, sendo R$ 500 mil gastos em adequações, depois que o Ministério Público constatou que os terminais estavam diferentes do previsto no projeto original.

Segundo a administração, cada plataforma conta com 36 assentos, é protegida por vidro, possui câmeras de segurança e painéis informativos com horários dos ônibus urbanos em tempo real. Ao todo, 30 linhas passarão pelas três estações.

Estação Praça da Bandeira 1 (na Rua Visconde de Inhaúma)

  • H 403 – Jardim Manoel Penna
  • I 147 – Jardim Irajá
  • I 148 – Santa Cruz
  • J 315 – Bonfim Paulista
  • L 360 – Jardim Centenário
  • M 460 – Parque Ribeirão
  • M 506 – Jardim Progresso

Estação Praça da Bandeira 2 (na Rua Américo Brasiliense junto à Rua Visconde de Inhaúma)

  • E 303 – Bom Pastor
  • E 330 -Jardim Palmares
  • E 437 -Castelo Branco
  • F 337 – Lagoinha
  • F 373 – Vila Abranches
  • F 603 – Jardim Juliana
  • F 630 – Parque São Sebastião
  • F 703 – Parque Servidores
  • F 730 – Parque Portinari
  • H 236 – São José
  • H 503 – Recreio das Acácias
  • I 204 – City Ribeirão
  • F 3 – Noturno Leste
  • M 6 – Noturno Sudoeste
  • Q 7 – Noturno Oeste
  • T 8 – Noturno Noroeste

Estação Praça da Bandeira 3 (na Rua Américo Brasiliense junto à Rua Tibiriçá)

  • C 102 – Jardim Independência
  • N 207 – Hospital das Clínicas
  • O 107 – Sumarezinho
  • O 407 – Jardim Paulo Gomes
  • O 470 – Jardim Paiva
  • R 108 – Jardim Presidente Dutra
  • R 308 – Marincek
  • T 608 – Jardim Amália
  • T 680 – Jardim Orestes Lopes
  • T 708 – Jardim Heitor Rigon
  • T 780 – Parque dos Pinus
  • T 788 – Expresso Rigon
  • I 4 – Noturno Sudeste
  • J 5 – Noturno Sul

Com a inauguração das plataformas nesta sexta-feira, os pontos abaixo serão desativados:

  • 3.549 – Na Rua Lafaiete junto à Rua Saldanha Marinho
  • 511 – Na Rua Américo Brasiliense junto à Rua Saldanha Marinho
  • 1.124 – Na Rua Visconde de Inhaúma, entre as ruas Florêncio de Abreu e Lafaiete

Impasse

O projeto foi marcado por diversos impasses. O primeiro deles foi uma série de protestos da igreja católica, do Fórum de Entidades de Ribeirão Preto (Ferp) e da Associação Comercial e Industrial (Acirp), contra a implantação da estação em frente à Catedral Metropolitana.

O grupo alega que o tráfego de coletivos no local causa prejuízos à estrutura do templo, tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) 22 dias após o anúncio das obras.

Em maio de 2016, a Prefeitura anunciou que retomaria o projeto de três dos cinco terminais previstos. As duas plataformas na Rua Florêncio de Abreu, em frente à Catedral, foram adiadas para evitar riscos à igreja.

Nove meses depois, ainda inacabados, os terminais nas ruas Américo Brasiliense e Visconde de Inhaúma confundiam os passageiros. Na época, a Secretaria Municipal de Infraestrutura alegou problemas com a empresa contratada para realizar a obra.

Em 2017, o Ministério Público instaurou uma ação civil pública para investigar as obras dos terminais, depois que foram constatadas divergências entre as estruturas erguidas e o projeto original. Os locais passaram a abrigar moradores de rua e usuários de drogas.

O impasse teve fim em dezembro, quando a Prefeitura se comprometeu a transferir parte das linhas de ônibus que passam pela Rua Florêncio de Abreu, em frente à Catedral Metropolitana, para a Rua Prudente de Morais, visando atender às reivindicações da igreja católica.

A administração e o Condephaat também entraram em acordo para realizar adequações nas plataformas, que estavam em desacordo com o projeto inicial. Entre as alterações, a altura dos terminais passou de 3,9 para 4,4 metros.

Os vidros fumês nos fundos das estações também foram substituídos por translúcidos, em zigue-zague, como prevê o projeto. Já a cobertura instalada com o caimento invertido, para que a água da chuva escoe para a praça, permaneceu.