Projeto da Prefeitura de Curitiba pode reduzir número de cobradores no sistema de transporte

Projeto da Prefeitura de Curitiba pode reduzir número de cobradores no sistema de transporte

29/10/2018 0 Por Notícias Portal InterBuss

A prefeitura de Curitiba encaminhou para a Câmara Municipal um projeto de lei que propõe alterações na lei que trata sobre a instalação dos equipamentos de bilhetagem eletrônica no transporte urbano. O projeto autoriza a redução do número de cobradores no sistema.

A mensagem do executivo municipal trata especificamente de alteração no Art. 2º da Lei 10.333. Nele, se lê, atualmente: “Deverão ser mantidos os cobradores nas estações-tubo, terminais de transporte e no interior dos coletivos, ressalvados aqueles atendidos pelas estações-tubo e o micro-ônibus”.

No projeto, altera-se o texto para: “Fica autorizada a implementação exclusiva do Sistema de Bilhetagem Eletrônica – SBE por meio da utilização dos cartões transporte nos pontos de acesso aos serviços de transporte coletivo do Município de Curitiba”.

De acordo com o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, o objetivo desta mudança na lei é a modernização do sistema e a diminuição no número de assaltos ao transporte coletivo. “Entendemos que o dinheiro, dentro do transporte coletivo, é um chamariz”, afirma.

Ainda segundo o presidente da Urbs não se fala em extinção da função do cobrador mas na redução desta atividade. “Estamos falando de uma redução da atividade do cobrador, não existe extinção do cobrador”, afirmou.

De acordo com ele, a modernização está prevista na convenção coletiva de trabalho assinada entre sindicatos de trabalhadores e empresas neste ano. Também está prevista estabilidade de emprego por 12 meses, requalificação em cursos no Sesc e Senac. “Eles têm essa garantia de serem aprovados em outras atividades que as empresas tenham necessidade.

A mensagem foi encaminhada no dia 24 de outubro e ainda não foi apreciada pelo Legislativo Municipal. Em nota, o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba (Sindimoc) diz que considera a medida absurda, descabida, e irresponsável, e que tem grave impacto social, considerando o ambiente de desemprego que vivemos no País.  De acordo com o sindicato seriam 6 mil cobradores que perderiam a função.

Na nota o sindicato afirma ainda que um levantamento feito pelo Dieese mostra que a medida retiraria R$ 17 milhões mensais das mãos 6 mil famílias. No ano, seriam R$ 212 milhões que deixariam de ser injetados na economia da cidade.

O Sindimoc informa ainda que realizou levantamento em 43 cidades do Brasil em que o cobrador foi retirado, e o preço da passagem não caiu. Com informações do Paraná Portal.