Faixas exclusivas da Avenida Brasil serão abertas antes da finalização das obras do BRT no Rio de Janeiro

Faixas exclusivas da Avenida Brasil serão abertas antes da finalização das obras do BRT no Rio de Janeiro

14/07/2019 0 Por Notícias Portal InterBuss

Planejado para ser o quarto BRT da cidade, o Transbrasil, que vai ligar Deodoro à Central do Brasil com ônibus articulados, deve ser inaugurado, em dezembro, mas não da forma como estava prevista. Os 39 quilômetros do sistema vão funcionar como BRS, por onde vão circular ônibus tradicionais. A ideia é que esse modelo seja temporário, e que as vias sejam readaptadas, em agosto de 2020, para operar como prevê o projeto original. A mudança de rumo aconteceu porque a prefeitura, que começou na sexta-feira a instalar a estrutura de um viaduto que ligará a Avenida Brasil à Avenida Rio de Janeiro, decidiu esperar pela conclusão das obras de dois terminais de integração para linhas intermunicipais, nos trevos das Margaridas (BR-016) e das Missões (BR-040). Os dois não estavam na licitação de 2014.

— Quando o contrato de obras foi assinado no governo passado, os dois terminais, que vão custar R$ 100 milhões, não foram previstos. O contrato cobria apenas a construção do terminal de Deodoro, que vai operar integrado com o BRT Transolímpico (que se interliga com o corredor Transoeste, no Recreio). Por restrições de orçamento, só teremos recursos para iniciar essas obras em janeiro de 2020 — diz o secretário municipal de Infraestrutura, Urbanismo e Habitação, Sebastião Bruno.

Segundo ele, o adiamento possibilitará que, quando o BRT começar a funcionar, tenha uma melhor integração com ônibus intermunicipais:

— Com isso, teremos tempo também para concluir com o governo do estado um plano para reordenar as linhas intermunicipais, que hoje vão até o Centro e passarão a parar nesses terminais para que os passageiros façam a integração com o Transbrasil. Obras do BRT TransBrasil geram interdições em trechos da Avenida Brasil no fim de semana

A decisão de iniciar a operação do Transbrasil como BRS criou problemas técnicos: as 19 estações do projeto foram planejadas para operar com ônibus articulados, que, ao contrário dos comuns, têm acesso por plataformas elevadas e portas apenas do lado esquerdo. A prefeitura estuda agora como se dará a entrada dos passageiros se forem usados coletivos tradicionais, já que frota atual de articulados não seria suficiente para operar na via. Uma das alternativas, segundo fontes do município, seria que os coletivos comuns trafegassem em mão inglesa (no sentido oposto ao resto do tráfego). Com isso, o embarque dos passageiros seria na própria via exclusiva, em áreas demarcadas ao lado das novas estações do BRT.

Traçado ganha forma

Depois de seis anos de obras e diversos atrasos e interrupções, o traçado final da Transbrasil passou finalmente a ganhar forma nesta sexta-feira, quando começou a ser instalada a estrutura do viaduto que conectará o corredor à Avenida Rio de Janeiro. Por causa da intervenção, o sentido Centro da Avenida Brasil ficará interditado, na altura do Caju, até o fim da noite de domingo. A obra provocou engarrafamento na região nesta sexta à noite. A pista central do sentido Zona Oeste fechará por três horas a partir do primeiro minuto de amanhã. A lateral ficará aberta todo o tempo.

O traçado da Transbrasil até o Centro também já foi definido. As faixas centrais da Avenida Rio de Janeiro e Rodrigues Alves serão segregadas do tráfego normal para receber os coletivos, também a partir de dezembro, de acordo com o planejamento da prefeitura. Da Rodrigues Alves, os ônibus passarão por ruas internas da Gamboa até chegar ao Terminal Américo Fontenelle pelo Túnel João Ricardo, atrás da Central. Segundo Sebastião Bruno, essa alternativa acabou sendo mais barata, já que aproveita vias reurbanizadas pelo projeto Porto Maravilha. Outras opções que foram estudadas, como seguir com o corredor pelas avenidas Francisco Bicalho e Presidente Vargas, tinham custo de R$ 400 milhões.

As informações são do jornal Extra.