Usuários de transporte coletivo do Rio de Janeiro escolhem os melhores aplicativos

Usuários de transporte coletivo do Rio de Janeiro escolhem os melhores aplicativos

04/08/2019 0 Por Notícias Portal InterBuss

Nada irrita mais o passageiro do que ficar parado no ponto sem ter a menor noção de quanto tempo vai demorar para passar a condução, não é mesmo? Mas a solução para o problema pode estar na palma da mão. Nos últimos anos surgiram vários aplicativos que cumprem a função de acompanhar os trajetos dos ônibus e orientar os usuários. Para facilitar a vida de quem recorre diariamente ao transporte de massa, as próprias empresas têm tomado a iniciativa de criar seus apps. A pedido do EXTRA, os usuários avaliaram alguns dos mais utilizados, apontando os prós e os contras de cada um. A conclusão é que nenhum é perfeito, mas todos ajudam a aliviar a tensa espera pelo busão no ponto.

— É importante para o planejamento de rotas e do tempo de viagem. Hoje, eu evito ficar muito tempo no ponto em vão, até porque ele não é coberto. O aplicativo evita uma espera demasiada — afirma o administrador de empresas Ruan Guimarães, de 28 anos.

Morador de Tribobó e usuário da linha 572 (Apolo-Passeio), o jovem recorre ao CittaMobi, ativo há seis meses, para planejar suas viagens. A ferramenta, já existente em outros estados, é resultado de um esforço concentrado de seis empresas que atendem a Região Metropolitana, Baixada Fluminense e capital.

Equipes com 14 operadores, divididos em três turnos, numa central de operações montada na garagem de uma das empresas, a Rio Ita, em São Gonçalo, monitoram todas as 107 linhas que, juntas, transportam cerca de 300 mil passageiros por dia. Num telão, acompanham a movimentação de todos os ônibus nas ruas e recebem informações em tempo real de órgãos como a Ecoponte e o Centro de Operações Rio.

— Engarrafamentos, incidentes nas rodovias e vias interditadas prejudicam a frequência ideal da passagem dos ônibus nos pontos. Isso talvez seja nosso grande desafio — aponta Cássio Santana, gerente do Centro Sistêmico Operacional.

A ferramenta é considerada confiável por Ruan, que mora a cinco minutos do ponto do ônibus e não sai de casa sem consultá-la. O usuário reclama apenas da função ponto de destino, que só informa a distância para completar a viagem quase no fim dela e não dá o tempo. Bem avaliado, o app também tem a restrição de só poder ser utilizado pelos passageiros das seis empresas.

Elas responderam que a função ponto de destino foi habilitada para funcionar dessa forma, mas estão em constante avaliação para melhorar as funcionalidades. Sobre o número de empresas operando no app, informaram que essa quantidade pode aumentar, mas depende de acordos a serem firmados pelos interessados.

O Vá de ônibus é, desde 2014, o aplicativo oficial da Fetranspor. Sua principal vantagem é mostrar frotas municipal e intermunicipal. Mas usuários reclamam de algumas falhas.

— Funciona com perfeição para linhas que trabalham com veículos fixos. Por outro lado, algumas como as antigas alimentadores do BRT nem aparecem no mapa — critica o passageiro Hugo Chaves da Silva, de 22 anos, morador de Campo Grande.

A federação explicou que o aplicativo está em constante atualização para melhorar a usabilidade e que, nesta semana, foi inserida nova base de dados recebida das empresas de transporte, que deixará a plataforma mais próxima da operação do dia a dia.

Dados passados por GPS

Em geral, os aplicativos recorrem a dados dos GPS dos ônibus. Os apps citados na matéria são gratuitos e podem ser baixados nos sistemas Android e iOS.

A exemplo de Ruan, o estudante Diego de Souza, de 23 anos, também não abre mão do aplicativo. No seu caso, o mais utilizado é o Lá vem o ônibus, um dos poucos em que é possível pesquisar um veículo específico, pelo número de ordem.

— Quem é busólogo, como eu, sabe o carro que é bom e prefere esperar por ele. Tem também aquele cujo motorista é nosso conhecido. Além disso, se você marcar encontro com alguém, pode monitorar a chegada do ônibus — justifica o jovem.

O Moovit é o preferido do auxiliar administrativo Jefferson Cunha, de 21 anos, morador de Santa Cruz. Mas, apesar de eficiente, sofre com a imprecisão de dados dos ônibus:

— Alguns andam com GPS desligado e outros em linhas diferentes das originais.

O EXTRA não conseguiu contato com representantes dos aplicativos Moovit, Lá vem o ônibus e Trafi.

As informações são do jornal Extra.