Jovem monta ônibus de papelão para chamar a atenção na porta de garagem e pedir emprego no RJ

Jovem monta ônibus de papelão para chamar a atenção na porta de garagem e pedir emprego no RJ

26/09/2019 0 Por Notícias Portal InterBuss

Para chamar a atenção de uma empresa de transporte, Naniara Pereira, de 24 anos, se dedicou durante uma semana a montar um ônibus de papelão. O “veículo”, que anunciava seu desejo de ocupar um posto de trabalho e divulgava um link de acesso ao seu currículo, foi levado neste mês para a porta da garagem da Viação Montes Brancos, na Região dos Lagos, no Estado do Rio. A foto da produção gerou repercussão nas redes sociais, foi notada pela equipe de Recursos Humanos, mas não garantiu à candidata a tão sonhada vaga.

— Eu já tinha enviado meu currículo diversas vezes, mas não tinha conseguido resposta. Então, como há uns anos eu vi uma matéria sobre uma jovem que fez um currículo em formato de garrafa de refrigerante para uma empresa de marketing, decidi tentar algo parecido para chamar a atenção — conta a jovem, que sonha trabalhar no grupo Salineira, do qual a viação faz parte: — Eu moro em Bacaxá e estudava em Cabo Frio. Para isso, pegava ônibus dessa empresa todos os dias e tinha convivência com funcionários. Fui conhecendo o perfil dela.

Sem audição no ouvido direito, Naniara se encaixa também em vagas reservadas a pessoas com deficiência. No ano passado, ela terminou o curso técnico em Administração e tem experiência como jovem aprendiz na área de vendas. Mesmo assim, está desempregada.

Segundo o Grupo Salineira, ela passou pelos processos de preenchimento de ficha cadastral e entrevista com a equipe de Recursos Humanos, mas não há vaga disponível no momento.

“A empresa parabeniza a criatividade da jovem e ressalta que no momento não há vaga disponível, e que o currículo encontra-se reservado para futuras oportunidades que surgirem no setor administrativo”, explicou a viação, por meio de nota.

Na casa em que Naniara mora, residem também sua mãe e seu padastro. Ele é o único da família com um emprego formal, como auxiliar de serviços gerais em um bar.

— Para começar meu curso técnico, em 2016, passei a vender sacolés e brigadeiros na rua. É o que faço até hoje, com minha mãe, que é dona de casa. O lucro é dividido entre nós duas. Mas eu queria um emprego com carteira assinada — conta Naniara.

As informações são do jornal Extra.