Motorista de ônibus do BRT serve café para os passageiros no Rio de Janeiro

Motorista de ônibus do BRT serve café para os passageiros no Rio de Janeiro

05/09/2019 0 Por Notícias Portal InterBuss

O despertador toca às 4h. Jorge Alves de Souza Mororó salta da cama para preparar o café que será oferecido aos primeiros passageiros do BRT. Motorista de ônibus há 12 anos, ele parece imune ao estresse e desgaste emocional que afeta grande parte dos profissionais que passam o dia atrás do voltante. Quem viaja com Mororó já se acostumou ao sorriso no rosto e às palavras de incentivo que ele diz em voz alta antes de dar a partida, ao sair da estação Notre Dame, no Recreio, rumo ao Jardim Oceânico.

— Um simples bom dia, dito com gosto e verdade, pode ajudar muito as pessoas. Já teve passageiro que veio me dizer que isso faz toda a diferença no dia dele. Eu gosto do que faço, e os passageiros percebem isso — conta o motorista, que completará 36 anos amanhã.

Na semana passada, viralizou no Facebook uma publicação na qual uma passageira de Mororó elogiou sua conduta. “Quando os passageiros entram no ônibus, ele levanta, cumprimenta, agradece por poder dirigir e deseja boa viagem. Fora toda essa gentileza, ele ainda dispõe de uma garrafa de café para os passageiros do ônibus”, escreveu a internauta.

Nascido no município de Croatá, interior do Ceará, numa família de dez filhos, Mororó se mudou para o Rio há 14 anos em busca de emprego. Ao chegar aqui, conseguiu um trabalho como lavador de ônibus. Três anos depois, passou a dirigir os coletivos.

— Eu nunca tinha dirigido. No Ceará, trabalhava na roça. Quando vim para cá, comecei lavando ônibus e depois me animei para dirigir. Tirei a carteira “B”, depois passei para a “D” e fui contratado no grupo Redentor — conta ele, que por seis anos trabalhou na extinta linha 465 (Cascadura-Gávea), antes de se tornar motorista de BRT.

Ele começou a trabalhar no Rio limpando ônibus
Ele começou a trabalhar no Rio limpando ônibus Foto: Brenno Carvalho / Extra

Ao longo da carreira de motorista, Mororó conta que já passou por momentos estressantes, mas já superou essa fase de tal forma que nem se lembra de um episódio concreto para contar. Hoje, ele prefere falar sobre a calma e a simpatia com que se esforça para tratar os passageiros.

— Já me estressei, mas com o tempo fui aprendendo. Há cerca de quatro anos comecei a fazer cafezinho e trazer para os passageiros. Além da garrafa térmica, eu trago copos descartáveis e ofereço sempre no início da viagem — diz.

Antônia Matias da Silva, de 56 anos, não pensou duas vezes ao ouvir Mororó oferecer café, ontem de manhã. A camareira, que mora no Magarça e trabalha na Barra, tinha saído com pressa de casa e se lamentava justamente por não ter tido tempo de tomar um cafezinho.

— Nem acreditei. Muitas vezes os motoristas não falam nada e ficam estressados por causa da confusão, quando o ônibus lota. Falar um bom dia e desejar uma boa viagem, como ele fez, faz toda a diferença — afirma.

O café de Mororó foi aprovado pelo passageiro Pedro Duwe Gevaerd, de 44 anos.

— Esse tipo de iniciativa humaniza o trabalho e aproxima ele dos passageiros. Muito bacana — diz o linguista.

Foi a simpatia de Mororó que o fez conhecer sua atual namorada, a doméstica Kate Silva, de 33 anos. Há quatro anos ela pegava o ônibus conduzido pelo cearense, mas há três meses, por intermédio de outra passageira da mesma linha, os dois trocaram mensagens e começaram a namorar. Mas Mororó, que é tímido, prefere falar sobre outra conquista: a simpatia dos passageiros.

— Eu procuro dirigir com carinho e ter prazer no que faço. Os passageiros gostam disso e a viagem fica melhor para todos — resume.

Na semana passada, viralizou no Facebook uma publicação na qual uma passageira de Mororó elogiou sua conduta. “Quando os passageiros entram no ônibus, ele levanta, cumprimenta, agradece por poder dirigir e deseja boa viagem. Fora toda essa gentileza, ele ainda dispõe de uma garrafa de café para os passageiros do ônibus”, escreveu a internauta.

Nascido no município de Croatá, interior do Ceará, numa família de dez filhos, Mororó se mudou para o Rio há 14 anos em busca de emprego. Ao chegar aqui, conseguiu um trabalho como lavador de ônibus. Três anos depois, passou a dirigir os coletivos.

— Eu nunca tinha dirigido. No Ceará, trabalhava na roça. Quando vim para cá, comecei lavando ônibus e depois me animei para dirigir. Tirei a carteira “B”, depois passei para a “D” e fui contratado no grupo Redentor — conta ele, que por seis anos trabalhou na extinta linha 465 (Cascadura-Gávea), antes de se tornar motorista de BRT.

Ao longo da carreira de motorista, Mororó conta que já passou por momentos estressantes, mas já superou essa fase de tal forma que nem se lembra de um episódio concreto para contar. Hoje, ele prefere falar sobre a calma e a simpatia com que se esforça para tratar os passageiros.

— Já me estressei, mas com o tempo fui aprendendo. Há cerca de quatro anos comecei a fazer cafezinho e trazer para os passageiros. Além da garrafa térmica, eu trago copos descartáveis e ofereço sempre no início da viagem — diz.

Antônia Matias da Silva, de 56 anos, não pensou duas vezes ao ouvir Mororó oferecer café, ontem de manhã. A camareira, que mora no Magarça e trabalha na Barra, tinha saído com pressa de casa e se lamentava justamente por não ter tido tempo de tomar um cafezinho.

— Nem acreditei. Muitas vezes os motoristas não falam nada e ficam estressados por causa da confusão, quando o ônibus lota. Falar um bom dia e desejar uma boa viagem, como ele fez, faz toda a diferença — afirma.

O café de Mororó foi aprovado pelo passageiro Pedro Duwe Gevaerd, de 44 anos.

— Esse tipo de iniciativa humaniza o trabalho e aproxima ele dos passageiros. Muito bacana — diz o linguista.

Foi a simpatia de Mororó que o fez conhecer sua atual namorada, a doméstica Kate Silva, de 33 anos. Há quatro anos ela pegava o ônibus conduzido pelo cearense, mas há três meses, por intermédio de outra passageira da mesma linha, os dois trocaram mensagens e começaram a namorar. Mas Mororó, que é tímido, prefere falar sobre outra conquista: a simpatia dos passageiros.

— Eu procuro dirigir com carinho e ter prazer no que faço. Os passageiros gostam disso e a viagem fica melhor para todos — resume.

As informações são do Jornal Extra.