• 22/09/2020

Roda de ônibus articulado do BRT do Rio de Janeiro se solta em corredor da Zona Oeste

 Roda de ônibus articulado do BRT do Rio de Janeiro se solta em corredor da Zona Oeste

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• Com informações do jornal O Globo.




Um ônibus articulado do BRT perdeu uma das rodas enquanto estava transitando por Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, na noite desta terça-feira. De acordo com relatos de passageiros, o veículo, da linha 15 (Salvador Alende x Santa Eugênia), estava nas proximidades da Estação Ctex quando ocorreu o acidente. Uma mulher se machucou durante um tumulto para deixar o veículo.

O perfil “Onde Tem Tiroteio” postou uma foto do ônibus sem uma das rodas e, também, do pneu que se soltou. De acordo com passageiros, muitos dos veículos que fazem a linha 15 estão em condições precárias.Os usuários de outras linhas, principalmente do Transoeste, têm queixas sobre o estado de conservação dos veículos que atendem o sistema.

Em nota, o consórcio BRT informou que os passageiros do ônibus que soltou a roda foram transferidos para outro articulados disse que a situação “é crítica nos corredores Transoeste e Transcarioca”, com buracos no asfalto comprometendo a segurança do transporte e colocando em risco a vida dos passageiros. Ainda de acordo com o BRT, ofícios já foram enviados à prefeitura pedindo providências.

A estudante de Psicologia Adrielle Garcia, de 22 anos, moradora em Santa Cruz, concorda que o estado da pista é ruim. Mas, para a passageira, esse não é o único problema do BRT. Na sua opinião, a manutenção dos veículos também deixa muito a desejar:

— A pista realmente é horrível, mas os ônibus estão ruins não só por conta disso. Eles não têm manutenção. Venho de Santa Cruz para a Barra e todos os dias e presencio vários carros quebrando pelo caminho, atrasando a viagem. Ontem (terça-feira) peguei um e o motorista contou que não podia passar de 30 km/h, apesar de estar usando a quinta marcha, por problemas de manutenção no carro. Já andei em outro que o teto estava despencando — relata.

Arielle Garcia, de 22 anos, irmã gêmea de Adrielle também tem um rol de queixas sobre o estado de conservação dos articulados do BRT. Mas, prefere começar pelo ar-condicionado.

— A gente nem sabe mais o que é isso. O ar-condicionado nunca funciona. As portas também não fecham, até porque os ônibus só andam superlotados. Mas acho que é também pela falta de manutenção. Os que circulam na Região Oceânica até são melhorzinhos, mas os que vêm de Santa Cruz, Campo Grande e Paciência estão em estado deplorável — reclama a estudante de Fisioterapia.

— Os ônibus estão bem ruins. Tem que ter manutenção. Ar-condicionado já não funciona mais. É uma pena, porque é um meio de transporte rápido. Moro em Senador Camará e demorava até três hores para chegar aqui. Agora não passa de uma hora — diz.

Esta não foi a primeira vez que uma roda do BRT se soltou. Em fevereiro do ano passado, uma mulher ficou ferida ao ser atingida pela roda de um articulado, quando passava pela estação Praça do Carmo, em Brás de Pina, na Zona Norte da cidade. O coletivo seguia no sentido Galeão, quando uma das rodas desprendeu. A vítima sofreu ferimentos leves. Na época, a justificativa para os acidentes também foram os buracos e desníveis no asfalto.

Os problemas na pista continuam são visíveis por todo lado, principalmente no Transoeste. Na altura da estação Salvador Allende havia buracos e vários calombos na pista, obrigando os motoristas a reduzirem a velocidade do veículo. O mesmo problema é verificado próximo à estação Mato Alto.

Segundo o Consórcio BRT, “os buracos, rachaduras e depressões na calha comprometem a segurança do transporte e coloca em risco aos passageiros e rodoviários”. A nota diz ainda que por conta disso, o BRT adotou medidas preventivas, como o “bypass”, que é o desvio da calha para a pista comum e posterior reingresso à frente, que só deveria ser praticado em situações excepcionais, como em caso de acidente.

Com relação a reclamações sobre a conservação da frota, o consórcio informa que o BRT também sofre com a atuação de vândalos e, de março até o dia 15 de abril, retirou 664 vezes os articulados de circulação. Os problemas mais comuns, segundo o consórcio são de porta, vidro, retrovisor, alçapão, para-brisa vandalizados, além de pichação e banco rasgado.

A prefeitura informou que após o incidente, a Secretaria Municipal de Transportes realizou uma ação de fiscalização nas imediações do Terminal Salvador Allende e Alvorada, e lacrou 5 ônibus por apresentarem vistoria vencida, além de aplicar 13 multas pelo Código Disciplinar e outras 5 pelo Código de Trânsito Brasileiro.

 

Leia a nota na íntegra:

“Como é de conhecimento de todos, a responsabilidade pela conservação da pavimentação na calha é da prefeitura, que já recebeu diversos ofícios do BRT solicitando providências. Tanto a última quanto a atual gestão assumiram responsabilidade pela recuperação da pavimentação com promessas e prazos que nunca foram cumpridos. Os buracos, rachaduras e depressões na calha comprometem a segurança do transporte e coloca em risco passageiros e rodoviários. Por isso, o BRT adotou medidas preventivas, como o “bypass”, desvio da calha para a pista comum e posterior reingresso à frente, que só deveria ser praticado em situações excepcionais, como em caso de acidente. Também recomendamos, com a mesma finalidade, a redução de velocidade ao longo dos trechos mais críticos. As duas medidas comprometem a performance operacional do BRT, já que aumentam o tempo de viagem em até 20%.

Além disso, o BRT também sofre com a atuação de vândalos, o que também provoca a diminuição da frota. De março até o dia 15 de abril, o BRT retirou 664 vezes articulados de circulação por causa de vários tipos de vandalismo (porta, vidro, retrovisor, alçapão, para-brisa, pichação, banco rasgado). Em 382 vezes, os carros foram retirados especificamente por vandalismo nas portas de embarque e desembarque de passageiros. Todos esses veículos foram recolhidos (alguns três ou quatro vezes) para as garagens das empresas e ficaram fora de operação. O problema reflete diretamente na rotina do sistema: a frota fica menor e os intervalos dos serviços aumentam. Alguns veículos precisam ficar no reparo durante uma semana. Outros, dependendo do estrago, voltam no dia seguinte para a operação.”

Confira a nota da SMTR:

“Após o incidente com a roda de um articulado do BRT na noite desta terça-feira, a Secretaria Municipal de Transportes realizou uma ação de fiscalização nas imediações do Terminal Salvador Allende e Alvorada, e lacrou 5 ônibus por apresentarem vistoria vencida, além de aplicar 13 multas pelo Código Disciplinar e outras 5 pelo Código de Trânsito Brasileiro.

Entre as irregularidades mais recorrentes estão: vistoria vencida, falta de saída de emergência, porta de serviço inoperante, licenciamento vencido e mau estado de conservação.”

Notícias Portal InterBuss

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