• 04/12/2020

Um ano após acidente com ônibus furtado, família ainda está sem assistência em São Carlos/SP

 Um ano após acidente com ônibus furtado, família ainda está sem assistência em São Carlos/SP

Mais de um ano depois de ter a casa invadida por um ônibus, em São Carlos (SP), a dona de casa Cassiane Aparecida de Lima Castro e sua família vivem de forma precária porque não conseguem consertar os estragos causados pelo acidente.

A família não foi ressarcida pelos danos e ainda teve mais prejuízos, pois a casa foi saqueada na noite que dormiu fora.

Como o acidente foi provocado por um menor de idade que havia furtado o ônibus, a empresa dona do veículo de Ribeirão Bonito e a Prefeitura de São Carlos alegam que não têm responsabilidade no caso. (Veja abaixo os posicionamentos).

Prejuízos

Todo um lado da casa foi afetado. Parte da parede caiu e a que ainda está de pé está comprometida e escorada. O buraco que foi aberto pelo ônibus foi fechado com telhas de amianto e lona. O muro também foi danificado.

O acidente aconteceu em uma noite de 29 abril de 2018, no Jardim Gonzaga. O ônibus era dirigido por um adolescente de 17 anos que o havia furtado na rodoviária de Ribeirão Bonito.

Quando ele trafegava pela rua que passa ao lado de onde mora Cassiane, perdeu o controle da direção, bateu em um poste e despencou do barranco em cima da casa na qual ela estava com três filhos e o marido.

“Foi apavorante. Escutei um barulho e na hora que eu olhei para janela o ônibus estava descendo dentro de casa. Aí eu peguei o pequeno e a outra ficou gritando, a sorte que tem outra janela, meu marido passou e pegou”, lembrou.

Na época, o rapaz, que já tinha passagem pela polícia, foi detido por vizinhos que o espancaram. Quando a polícia chegou o levou para delegacia, onde foi ouvido e liberado.

Sem ter onde ficar

Desde o acidente, a família não tem apoio. Na noite do fato, chegou a dormir em um hotel pago pela prefeitura, mas no dia seguinte a realidade bateu: ao voltar para casa, Cassiane comprovou que o local foi invadido e haviam furtado a televisão e alimentos.

Cassiane saiu de casa com os filhos mais novos para morar em uma casa alugada em Descalvado (SP). O marido ficou com outros filhos. Sem condições de manter a despesa extra, voltou para casa e, para sua decepção, encontrou tudo como havia deixado.

“Estava pior ainda, porque começou a chover e alagar minha cozinha, minha sala, ficou difícil”, contou.

O agente comunitário de saúde Luiz Carlos Barbosa, marido de Cassiane, disse que a Viação de Turismo Araçatuba, empresa proprietária do ônibus, havia prometido fazer os reparos da casa.

Sem ajuda para fazer os reparos na casa atingida por um ônibus, agente de saúde de São Carlos improvisou fechamento de buraco com telhas.  — Foto: Rodrigo Sargaço

Sem ajuda para fazer os reparos na casa atingida por um ônibus, agente de saúde de São Carlos improvisou fechamento de buraco com telhas. — Foto: Rodrigo Sargaço

“O próprio dono da empresa ficou aqui até a retirada do ônibus que aconteceu a noite e durante o dia ele falou ‘Olha seus Luiz, pode ficar tranquilo que a minha empresa vai consertar a sua casa e após a retirada do ônibus ele não quis mais saber de conversa”, afirmou.

Ele ainda solicitou mais segurança à prefeitura e também não teve retorno. “Eu pedi reparação da proteção, placa de sinalização por causa da subida íngreme e curva bem acentuada, com placas de trânsito alertando os motoristas para a segurança dos pedestres, porque ali é uma praça e tem bastante pedestre e até agora nada”, disse.

Prefeitura e empresa de ônibus

De acordo com a Secretaria de Transporte e Trânsito, o bairro está sinalizado e a causa do acidente não foi por esse motivo porque quem dirigia o ônibus era um menor de idade.

A Secretaria de Cidadania e Assistência por sua vez informou que vem ajudando a família com cestas básicas e botijões de gás e que foi feito um laudo no imóvel que não apontou problemas estruturais. Disse ainda que o conserto não é responsabilidade da prefeitura.

A Viação Araçatuba de Transportes disse que não quer se manifestar sobre o assunto. Na época do acidente, a empresa divulgou nota dizendo que não tinha o dever de indenizar os moradores porque não era responsável pelo acidente, que foi consequência de um ato criminoso.

As informações são do G1.

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