• 27/11/2020

Após ataques incendiários, ônibus circulam com escolta da polícia em Fortaleza

 Após ataques incendiários, ônibus circulam com escolta da polícia em Fortaleza

Em meio à onda de violência que atinge o Ceará pelo quinto dia seguido, passageiros de ônibus de Fortaleza enfrentaram dificuldades para usar o transporte público nesta terça-feira (24). Os terminais e paradas de ônibus, que circulam com 70% da frota habitual, ficaram lotados durante a manhã, e as viagens ocorreram sob escolta policial.

Desde sexta-feira (20), pelo menos 30 ataques a prédios, carros e ônibus ocorreram na capital e em cidades do interior do estado. O governo não divulgou a possível motivação para a série de ações criminosas. Fontes ligadas ao sistema penitenciário do Ceará informaram ao G1 que a descoberta de um plano de resgate de presidiários e o isolamento dos detentos que tinham a intenção de fugir gerou reações dos criminosos.

De acordo com o Sindicato das Empresas de Ônibus do Ceará (Sindiônibus), todas as linhas que circulam em Fortaleza devem ficar disponíveis ao longo desta terça, mas algumas terão rotas alteradas. Entidade não informou quais linhas tiveram mudanças no itinerário.

Nesta terça, dois caminhões e três ônibus sofreram ataques incendiários nas cidades de Canindé e em Ibaretama. Em um deles, um caminhoneiro que dormia no veículo acordou assustado e sofreu queimaduras. Ele foi atendido em um hospital e passa bem.

Também houve ataques a veículos da Cagece e Enel (distribuidoras de água e energia no Ceará) entre domingo (22) e segunda-feira (23), mas os serviços dessas empresas não foram afetados até esta terça.

Motivação dos ataques

Uma fonte do sistema penitenciário informou ao G1 que agentes de segurança impediram uma fuga em massa de um presídio em Aquiraz, na Grande Fortaleza – essa seria uma das possíveis motivações para a sequência de ataques. O plano foi descoberto em um papel na boca de um detento na semana passada.

Ainda conforme a fonte, os internos que iriam fugir passaram por um regime disciplinar mais rigoroso, com vistorias nas celas e permanência em áreas isoladas da detenção.

Pelo WhatsApp, o secretário da Administração Penitenciária, Mauro Albuquerque, e o chefe da PM no Ceará, Alexandre Ávila de Vasconcelos, pediu que as equipes de segurança ficassem em alerta.

“Mais uma vez o estado está sob ataques, tudo indica. Temos que novamente mostrar que o estado não cederá nenhum milímetro”, afirmou Mauro Albuquerque.

Policiais militares de férias foram convocados para retornar às atividades, e servidores que estavam em cursos tiveram as aulas suspensas para reforçar o policiamento ostensivo, informou a secretaria.

O governador do Ceará, Camilo Santana, afirmou que “não iria recuar” das medidas mais rigorosas adotadas nos presídios do estado.

As informações são do G1.

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